16 abril 2006

DAVID BOWIE – O Camaleão do Pop Rock

David Bowie é um famoso cantor Rock, nascido em Londres, em 1947, cujo nome original é David Hayward-Jones, sendo Bowie uma homenagem ao herói do filme Alamo. Começou a tocar saxofone e a cantar em pequenos clubes e, influenciado pela arte e pelo teatro, começou a criar um estilo próprio, ganhando a alcunha de Camaleão, não só por saber tocar diversos instrumentos (guitarra, teclas, saxofone, violoncelo, bateria, etc.), mas principalmente pela capacidade de adaptar a sua imagem e conceitos musicais a diferentes ambientes e contextos através da criação de personagens. A título de curiosidade, é interessante referir que, aos 15 anos, numa luta na escola, David Bowie foi ferido num olho, o que resultou numa pequena dilatação permanente da sua pupila e a mudança da sua cor, daí o aspecto curioso do seu olhar.
O seu primeiro álbum chamou-se simplesmente David Bowie, foi lançado em 1967, em tons de Rock psicadélico, mas foi com o segundo trabalho, Space Oddity, de 1969, que se tornou mais conhecido. Iniciou então algumas colaborações com Lou Reed e Iggy Pop e lançou mais alguns trabalhos, destacando-se Ziggy Stardust e Aladdin Sane. Em 1974, iniciou uma tour de promoção do álbum Diamond Dogs, com espectáculos de inúmeros efeitos especiais e teatrais que consolidaram a sua imagem de artista no palco. Por esta altura, David Bowie começou a abusar de drogas, principalmente, de cocaína, e, embora o sucesso do seu trabalho não tivesse sido afectado, foi acusado de algumas atitudes fascistas e racistas em concertos e entrevistas, tendo negado e alegado mais tarde que o seu comportamento havia sido influenciado pelas drogas.
Foi então que se mudou para a Alemanha com o seu amigo Iggy Pop, iniciando novas colaborações, com ele, com Brian Eno, Bing Crosby, e outros artistas. Editou também alguns trabalhos, influenciados pelo Pop Rock alemão, destacando-se Heroes. Foi também aí que começou a surgir em programas de televisão e a participar em filmes, continuando a lançar hits, tais como, Let’s Dance, China Girl ou Modern Love.
Em 1985, participou no mítico Live Aid e, no ano seguinte, compôs o tema para o filme Absolute Beginners, que se tornou mais conhecido que o próprio filme. Foi um período bastante intenso na sua carreira, quer como músico, quer como actor, em filmes como The Seed and the Sower, The Last Temptation of Christ, The Hunger e Basquiat, que o projectaram a nível internacional. Em 1989, pela primeira vez, formou uma banda, os Tin Machine, mas, após um primeiro trabalho bem sucedido, David Bowie decidiu abandonar o projecto, já que muitas das suas ideias eram recusadas pela banda. O álbum Black Tie White Noise, lançado em 1993, com influências Soul e Jazz, representou o seu regresso a solo e teve bastante sucesso. Seguiram-se mais alguns trabalhos como The Buddha of Suburbia e Earthling, que cimentaram o seu papel na música internacional e mais colaborações com artistas e bandas como Sonic Youth, Placebo, Lou Reed ou Cure, tendo então abrandado o ritmo de trabalho, com o lançamento de compilações em CD e DVD.
Em 2003 lançou o seu último álbum, Reality, e partiu para uma tour mundial, que teve grande sucesso, mas foi interrompida porque o músico sofreu um bloqueio numa artéria do pescoço, sendo operado de emergência na Alemanha. Apesar de ter recuperado bem, David Bowie, passou algum tempo longe dos palcos, apenas em aparições e espectáculos ocasionais, temendo-se o fim da sua carreira, mas o próprio, felizmente, fez questão de anunciar o lançamento de mais um trabalho previsto para 2006.
David Bowie é daqueles músicos com carisma, um estilo próprio e uma maneira de estar na música, independente e original. A primeira vez que o ouvi foi no filme Christiane F., onde ele faz uma aparição, cantando num concerto, e adorei. Tenho o triplo álbum Platinum Collection, que engloba todos os seus êxitos das décadas de 70 a 90, e tenho o DVD Best of Bowie, com diversos clips de vídeo e aparições em programas televisivos. Gosto de imensas músicas, mas vou destacar as seguintes: Heroes, Life on Mars? e Absolute Beginners.
Página Oficial: David Bowie
Excerto de: Heroes

15 abril 2006

CURE – New Wave & Rock

Os Cure são uma banda Rock fundada em 1976, em Inglaterra, por Robert Smith, Michael Dempsey, Laurence Tolhurst e Porl Thompson. O seu nome inicial era Easy Cure, mas decidiram abreviar para Cure no ano seguinte.
O seu primeiro álbum foi lançado apenas em 1979 e chamou-se Three Imaginary Boys, e embora a banda não tivesse ficado totalmente satisfeita com o resultado final, este trabalho permitiu-lhes iniciar uma temporada de concertos ao lado de bandas carismáticas como Joy Division e Siouxsie and the Banshees. Na década de 80, houve algumas reformulações na constituição da banda, e foram lançados alguns trabalhos como Seventeen Seconds, Pornography e The Top, em que utilizaram diversos estilos de música, utilizando sons acústicos, obscuros e psicadélicos, e denotando alguma dispersão no género musical pretendido.
Foi apenas com os álbuns Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, de 1987, e, sobretudo, Disintegration, de 1989, que os Cure alcançaram maior sucesso e estabilidade, com destaque para temas como Just Like Heaven (que viria a vencer um prémio MTV), Lullaby, Pictures of You e Fascination Street, considerados actualmente como grandes clássicos da banda. Foi o seu período mais bem sucedido, com o uso de sons electrónicos e melodias bem elaboradas, e com a voz de Robert Smith, no seu estilo próprio, algo rebelde e despreocupado, a alcançar um estatuto de ídolo da juventude.
O êxito manteve-se com o álbum Wish, de 1992, iniciando a banda uma longa tour onde gravou um DVD.
Seguiram-se tempos algo agitados na banda, com novas reconstituições e conflitos com o antigo elemento Laurence Tolhurst, a participação em algumas bandas sonoras, e o lançamento de dois álbuns, que, embora bem aceites, não tiveram o sucesso dos anteriores. Em 2000, os Cure lançaram Bloodflowers, e iniciaram uma nova tour de vários meses. No ano seguinte editaram o álbum Greatest Hits, em CD e DVD, e lançaram algumas reedições de trabalhos e músicas antigas. Em 2004, lançaram o último álbum de originais, The Cure, e receberam o prémio MTV Icon. De seguida, houve nova reformulação na banda e, actualmente, têm surgido em colaborações especiais com diversos artistas e bandas, e estão a preparar mais um álbum a ser lançado este ano.
Os Cure foram uma das bandas que marcaram a minha adolescência. Lembro-me de umas férias desportivas que passei na Nazaré em que os ouvíamos todas as noites num bar. Já os vi ao vivo há uns anos quando foram ao Festival Sudoeste e gostei, embora achasse demasiado melódico. Tenho o álbum Greatest Hits, que engloba todos os seus sucessos, em versão original e versão acústica. As minhas músicas favoritas são: Boys Don’t Cry, Why Can’t I Be You e Friday I’m In Love, mas há muitas mais que gosto.

Página Oficial: Cure
Excerto de:
Boys Don't Cry

14 abril 2006

COLDPLAY – Rock Alternativo


Os Coldplay são uma banda Rock, formada em 1998, em Londres, por Chris Martin, John Buckland, Guy Berryman e Will Champion, que se haviam conhecido na Universidade de Londres. É para muitas pessoas considerada, actualmente, a melhor banda do mundo, em boa parte devido às suas melodias e letras introspectivas e pela própria ideologia da banda, que defende e apoia diversas causas sociais e políticas, como a Amnistia Internacional ou a Make Trade Fair. As influências musicais da banda vêm de diversas áreas, mas principalmente do Pop britânico. Os seus primeiros trabalhos foram os EPs Safety e Brothers & Sisters, de 1998 e 1999, respectivamente, que tiveram boa recepção e permitiram-lhes assinar contrato com uma editora e lançar o álbum de estreia, Parachutes, em 2000, após alguns desentendimentos entre elementos, que foram ultrapassados. O álbum teve críticas muito favoráveis e os temas Shiver, Yellow e Trouble destacaram-se. A banda iniciou uma tour internacional, conquistando também o público norte-americano, vencendo um Grammy Award.
Em 2002, os Coldplay lançaram o álbum A Rush of Blood to the Head, que se tornou num sucesso comercial, vencendo dois Grammy Award, destacando-se os temas In My Place, The Scientist e Clocks. Iniciaram então uma nova tour internacional, tocando não só os seus temas, mas também covers de bandas como os A-Ha, Rammstein, Pretenders e até Louis Armstrong. Durante a tour, foi ainda gravado um DVD, intitulado Live 2003.
O último trabalho editado pela banda foi X & Y, de 2005, outro grande sucesso comercial, com os temas Speed of Sound, Fix You, Talk, entre outros, e venceu dois Brit Award.
Actualmente, os Coldplay estão em nova tour mundial de promoção deste último álbum, mas estão também já a preparar um novo trabalho a ser lançado futuramente, embora haja alguns rumores que apontem para uma pausa da banda.
Coldplay é muito bom, embora haja algumas músicas que considero algo monótonas. Tenho os três álbuns: Parachutes, A Rush of Blood to the Head e X & Y, e o DVD Live 2003. São muitas as músicas que gosto, mas vou referir as seguintes: Politk, God Put a Smile Upon Your Face e Speed of Sound. Infelizmente ainda não tive oportunidade de os ver ao vivo, mas pelo DVD que tenho, já consigo ter uma ideia… Espectáculo!

Página Oficial: Coldplay
Excerto de: God Put a Smile Upon Your Face

13 abril 2006

CLÃ – Rock Moderno Português

Os Clã são uma banda Rock formada em 1992 por Hélder Gonçalves, que convidou Miguel Ferreira, Pedro Biscaia, Pedro Rito, Fernando Gonçalves e Manuela Azevedo para este projecto. Os concertos começaram dois anos depois, e o primeiro álbum da banda foi editado em 1996, com o nome LusoQualquerCoisa e integrava músicas como Pois É e Novas Babilónias. O trabalho foi muito bem aceite e a banda ganhou o prémio de banda revelação nos Prémios Blitz nesse ano. No ano seguinte lançaram Kazoo, vencendo novamente um Prémio Blitz e dando origem a uma tournée de mais de 2 anos, com mais de 100 concertos. Seguiram-se alguns projectos em colaboração com alguns músicos consagrados como Sérgio Godinho e Xutos e Pontapés.
Em 2000, os Clã lançaram o álbum Lustro, com temas como Dançar na Corda Bamba, O Sopro no Coração ou H2Omem, que seria editado em França, dois anos mais tarde, e a banda iniciou mais um período de grande actividade, com concertos e participações especiais em eventos e projectos paralelos. No ano 2004, foi lançado Rosa Carne, o último trabalho de originais até ao momento e, em 2005, editaram um duplo CD ao vivo e um DVD com todos os sucessos da banda.
Só há alguns anos é que comecei a apreciar o Rock nacional, e os Clã representam, para mim, a nova geração e a evolução que ele sofreu nos últimos anos. Tenho o álbum duplo Vivo e destaco as músicas: Dançar na Corda Bamba, Carrossel dos Esquisitos e O Sopro no Coração. Já os vi ao vivo algumas vezes, nas Semanas Académicas e nos Festivais de Verão e adorei. Muita energia e presença em palco de Manuela Azevedo e dos restantes membros do clã!
Página Oficial: Clã

12 abril 2006

CHEMICAL BROTHERS – Techno Electronic Beat


Os Chemical Brothers foram fundados em 1995, por Tom Rowlands e Ed Simons, em Manchester, embora já trabalhassem juntos anteriormente sob outras designações. Começaram a trabalhar em conjunto em 1992, como DJ’s de Techno e House no clube Naked Under Leather, em Manchester, com o nome de The 237 Turbo Nutters, e posteriormente Dust Brothers, lançando o primeiro single, Song to the Siren nesse mesmo ano. O seu trabalho começou a ser apreciado e reconhecido, nomeadamente, devido às misturas que faziam de músicas conhecidas, mas foram obrigados a mudar de nome, porque já existia uma marca registada com a designação Dust Brothers, que os ameaçou processar se não mudassem de nome. Foi escolhido então o nome Chemical Brothers, e foi já com essa nova designação que lançaram, em 1995, o seu primeiro álbum, Exit Planet Dust. Este trabalho foi muito bem aceite, e permitiu que o duo assinasse contrato com uma editora e começasse a actuar com bastante regularidade.
Em 1997, lançaram Dig Your Own Hole, que recebeu também excelentes críticas e, dois anos depois, Surrender, com temas como Hey Boy, Hey Girl e Music: Response. Os Chemical Brothers continuaram as suas misturas, recebendo várias solicitações de bandas e artistas como Oasis, Stone Roses, Primal Scream, Metallica, entre outras, e a dar espectáculos com a colaboração de convidados importantes.
Em 2002, lançaram o álbum Come With Us e promoveram uma série de eventos para comemorarem os 10 anos de carreira em conjunto, com mais espectáculos e misturas de músicas. Em 2004, editaram o seu último trabalho, Push the Button, onde se destaca o tema Galvanize, que venceu um Grammy Award em 2006. Actualmente, o duo mantém-se em actividade, com espectáculos que misturam os sons e as batidas Hip Hop e Techno potentes, com imagens, luzes e lasers psicadélicos que se espalham pelos espectadores. Outra característica das suas actuações é a participação de convidados que colaboram nas suas músicas para tornar o espectáculo ainda melhor.
O Techno não é o meu tipo de música favorito, mas os Chemical Brothers são uma das melhores bandas do género. Tenho o álbum Surrender, e as músicas que mais gosto são: Hey Boy, Hey Girl, Out of Control e Music: Response.
Página Oficial: Chemical Brothers
Excerto de: Hey Boy, Hey Girl

11 abril 2006

CARLOS PAREDES – O Homem dos Mil Dedos da Guitarra Portuguesa


Carlos Paredes nasceu em 1925, em Coimbra, foi compositor e guitarrista, e um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa. Aprendeu a tocar aos 4 anos com o seu pai, também guitarrista, e começou a sua carreira aos 11 anos, tocando com inúmeros artistas nacionais e internacionais. O seu primeiro trabalho foi editado em 1957, de nome Carlos Paredes, mas entretanto foi preso por oposição ao regime ditatorial que vigorava em Portugal, e aproveitou o tempo para compôr diversos temas. Após a sua libertação, foi reconhecido pela música Verdes Anos, no filme com o mesmo nome, e continuou a elaborar temas para diversos filmes. Em 1967, Carlos Paredes lançou o álbum Guitarra Portuguesa e, em 1971, Movimento Perpétuo. A sua actividade foi intensa nesta época, com bastantes concertos, colaborações em filmes e mais álbuns editados. Em 1992 lançou o seu último trabalho, Asas Sobre o Mundo, e gravou um espectáculo ao vivo na RTP. Pouco tempo depois, deixou de poder tocar devido a uma doença no sistema nervoso central, acabando por falecer, em 2004, em resultado de uma falha renal.
A obra de Carlos Paredes é talvez pouco conhecida e divulgada entre os jovens, mas aconselho a quem queira apreciar um verdadeiro virtuoso na arte de dedilhar uma guitarra. Tenho uma compilação com os seus melhores temas, dos quais destaco, Verdes Anos, Divertimento e Movimento Perpétuo.

Página de Informação: Carlos Paredes
Excerto de:
Verdes Anos

10 abril 2006

BOB MARLEY - Símbolo do Reggae

Bob Marley foi um cantor e compositor Reggae que nasceu em 1945, na Jamaica, filho de um administrador de fazendas inglês e de uma jovem negra. As suas primeiras experiências musicais envolviam o Ska, mas aos poucos foi-se mudando para o Reggae, estilo que foi desenvolvendo ao longo dos anos em conjunto com o seu grupo, os The Wailers. O seu primeiro single foi Judge Not, editado em 1961, e, após alguns trabalhos com pouca divulgação, na década de 60, foram lançados, em 1973, os álbuns Catch a Fire, African Herbsman e Burnin’, que lhes deram bastante projecção e, em 1975, com o tema No Woman, No Cry, a fama internacional.
Em 1976, Bob Marley foi vítima de um atentado sem consequências graves, na Jamaica, devido a motivos políticos, mas decidiu deixar o país e rumou a Inglaterra, onde viria a gravar os trabalhos Exodus e Kaya. Entretanto, foi-lhe diagnosticado um cancro de pele num dedo do pé, que não quis amputar por motivos religiosos e pessoais, mantendo-se em actividade com concertos e os álbuns Survival e Uprising lançados. Infelizmente, a infecção foi alastrando para o resto do corpo, e quando os médicos intervieram, já era tarde… O seu estado foi-se deteriorando e, em 1981, acabou por falecer em Miami, num hospital.
Os temas das suas músicas estavam intimamente relacionados com a religião rastafari, pregando a paz e a irmandade entre todos os povos do mundo e a igualdade entre os pobres e os ricos. Outra característica que marcou a vida de Bob Marley foi a defesa e divulgação do consumo de cannabis no sentido de comunhão e convivência entre as pessoas, de forma pacífica.
A sua lenda e popularidade ganharam mais força após a sua morte, e recebeu prémios a título póstumo das Nações Unidas, da revista Time, um Grammy pela sua obra e até uma estrela no Passeio dos Famosos de Hollywood. Hoje em dia constitui um ícone da nossa sociedade e é visto como uma espécie de pop-star do Terceiro Mundo.
Tenho dois álbuns compilados de Bob Marley, dos quais destaco os temas Soul Shake Down Party, Lively Up Yourself, I Shot The Sheriff, entre outros. Músicas relaxantes que gosto de ouvir e que dão vontade de abanar suavemente o corpo e embalar levemente. Muito bom!
Página Oficial: Bob Marley

09 abril 2006

BLUR - Brit Pop & Indie Rock

Os Blur são uma banda Pop britânica, fundada em Londres, em 1989, por Damon Albarn, Graham Coxon, Dave Rowntree e Alex James, influenciados pelos álbuns psicadélicos dos Stone Roses. O seu primeiro álbum chamou-se Leisure, foi lançado em 1991 e incluía temas como She’s So High e There’s No Other Way. Dois anos depois lançaram Modern Life Is Rubbish, que recebeu boas críticas, mas foi o álbum Parklife, de 1995, que catapultou a banda para o sucesso, vencendo 4 Brit Music Awards nesse mesmo ano. O sucesso dos Blur permitiu ainda a ascensão de outras bandas do mesmo género como os Verve, Radiohead ou Oasis, estes últimos tornaram-se mesmo os seus principais rivais, originando conflitos e discussões entre ambas as bandas. Seguiu-se o lançamento dos álbuns The Great Escape e Blur, que, receberam também excelentes críticas, e foram mais uma prova do seu valor, embora tivessem a forte concorrência das bandas referidas, entretanto emergentes. Revelando já algum cansaço, os Blur decidiram fazer uma pausa e tirar umas férias depois de 13, de 1999 e de um Best Of. Os elementos da banda dedicaram-se então a projectos independentes, destacando os Gorillaz, de Damon Albarn, que alcançaram bastante sucesso. O regresso ao trabalho da banda deu-se em 2002, mas as constantes tensões de Graham, o mais criativo da banda, com os restantes elementos, levaram à sua saída, sendo que o álbum Think Tank, de 2003, apenas contou com uma pequena colaboração da sua parte. Actualmente, a banda mantém-se em actividade, dividindo o tempo com os projectos paralelos, mas sem projectos a curto prazo, uma vez que se mantém na expectativa de um possível regresso de Graham, já que a sua substituição não se afigura fácil, conforme já foi referido por Damon…
Dos Blur tenho apenas o Best Of, que inclui todos os êxitos da banda, músicas que me fazem recordar algumas noites que passei nas praias de Leiria há alguns anos, nomeadamente, Girls & Boys (verdadeiro sucesso nas nossas discotecas), Country House e Coffe And TV.

Página Oficial: Blur
Excerto de:
Coffee And TV

08 abril 2006

BESSIE SMITH - A Imperatriz do Blues


Bessie Smith nasceu no Tennessee em 1894 e teve uma infância e juventude bastante complicadas, já que o seu pai morreu quando ela era ainda muito nova e aos nove anos perdeu também a mãe. Começou então a cantar na rua com o irmão mais novo Andrew, de forma a arranjar dinheiro e, mais tarde, em 1912, sob a influência do irmão Clarence, juntou-se a uma companhia de teatro, ganhando algum protagonismo.
Em 1923 assinou contrato com uma editora e lançou o seu primeiro hit, o tema Down Hearted Blues, seguido de outros como Baby, Won’t You Please Come Home e Mama’s Got The Blues. A artista entrou então numa fase de bastante actividade, com diversos espectáculos de teatro e música, com a colaboração de alguns artistas famosos como Louis Armstrong ou Joe Smith, e que a tornaram na mais bem paga artista de raça negra da altura. No final da década, com a Grande Depressão americana, a carreira de Bessie Smith começou a decair, mas não deixou nunca de actuar em espectáculos ou em teatro e de criar novas músicas como Take Me For a Buggy Ride e Gimme a Pigfoot, juntando algumas influências de Swing.
Foi então que, em 1937, quando se deslocava de um concerto, de Memphis para o Mississippi, que sofreu um acidente de automóvel, do qual resultaram ferimentos muito graves, mas o pior aconteceu depois, já que lhe foi negada a entrada nos hospitais locais por motivos raciais, acabando por falecer… Morria desta forma a mais popular e bem sucedida cantora de Blues dos anos 20 e 30 e que influenciou inúmeros artistas ao longo dos anos.
A primeira vez que ouvi falar de Bessie Smith foi na rádio, há uns anos quando a cantora de Blues portuguesa, Jacinta, lançou o álbum A Tribute to Bessie Smith. Confesso que adorei e tentei procurar algum material original de Bessie mas não encontrei nada, e foi em Paris, numa Fnac perto do Louvre que descobri um CD Duplo com 40 músicas, incluindo todos os seus grandes êxitos, com aquele som meio “sujo” característico da época. Os temas que gostava de destacar são: Baby, Won’t You Please Come Home, Down Hearted Blues e That Ain’t Nobody’s Bizness If I Do. Embora se torne algo repetitivo porque o ritmo e a sonoridade das músicas são bastante semelhantes, a sua voz é intensa, quase suplicante e vinda do fundo do coração, fazendo com que consigamos sentir as músicas de forma profunda.

Página de Informação: Bessie Smith
Excerto de:
Baby, Won't You Please Come Home

07 abril 2006

BERNARD HERRMANN – A Música de Alfred Hitchcock


Bernard Herrmann foi um compositor nascido em New York, em 1911, e que se notabilizou pelas bandas sonoras que compôs para diversos filmes e séries de televisão, destacando-se a colaboração que teve com o realizador Alfred Hitchcock, em alguns dos seus filmes mais bem sucedidos. O uso de sons e instrumentos electrónicos e as melodias originais fizeram dele um símbolo em Hollywood.
Foi o seu pai que o incentivou à prática musical, aos 13 anos venceu um prémio por uma composição e aos 20 formou a New Chamber Orchestra of New York.
Em 1934, juntou-se à famosa Columbia Broadcasting System (CBS) como maestro-ajudante e nove anos mais tornou-se o maestro principal. Foi na CBS que conheceu o realizador Orson Welles, iniciando a sua primeira parceria, com a produção da banda sonora da conhecida emissão especial de rádio, The War of the Worlds, e dos filmes Citizen Kane e The Magnificent Ambersons. Em 1941, venceu o seu único Oscar de Hollywood, pela banda sonora do filme The Devil and Daniel Webster.
Nos anos seguintes continuou como maestro na CBS, e a compor mais algumas bandas sonoras em filmes como Anna and the King of Siam, The Day the Earth Stood Still e The Snows of Kilimanjaro.
Foi então que conheceu Hitchcock, iniciando a sua mais longa e bem sucedida colaboração cinematográfica, desde The Trouble with Harry, de 1955, até Marnie, de 1964. Na realidade, parte do sucesso do realizador deveu-se a Bernard Herrmann, nomeadamente, em The Wrong Man, Vertigo, North by Northwest e Psycho, com bandas sonoras realmente fantásticas. A sua relação chegou ao fim devido a divergências relativas ao filme Torn Curtain, tendo o compositor seguido para França colaborar com François Truffaut no filme Fahrenheit 451.
De seguida, trabalhou em séries como Twilight Zone e nos filmes Sisters e Obsession de Brian de Palma e, infelizmente, em 1975, na noite em que acabara de gravar a banda sonora do filme Taxi Driver, de Martin Scorsese, Bernard Herrmann faleceu durante o sono, sendo o referido filme dedicado à sua memória.
Tenho uma compilação com algumas das melhores bandas sonoras compostas por Bernard Herrmann, destacando Psycho, North by Northwest e The Wrong Man. Adoro ouvir mesmo fora do contexto dos filmes, mas aconselho que vejam os filmes e prestem bem atenção à música.

Página Oficial: Bernard Herrmann
Excerto de: Psycho

06 abril 2006

BEASTIE BOYS – Hip Hop & Rock de New York

Os Beastie Boys foram a primeira banda Hip Hop constituída por elementos de raça branca que alcançou sucesso, e a mais antiga que se mantém ainda em actividade. Curiosamente foram fundados com influências no Punk Rock, em 1979, em New York, mas no início dos anos 80 os seus elementos tomaram o rumo do Rap e Hip Hop, com misturas de Rock, consolidando-se com o trio formado por Michael Diamond (Mike D), Adam Yauch (MCA) e Adam Horovitz (Ad-Rock). O seu primeiro álbum foi Pollywog Stew, lançado em 1982, puro Punk Rock, sendo que Rock Hard, de 1984, foi o primeiro trabalho Hip Hop da banda. Após algumas tours com músicos consagrados, os Beastie Boys editaram, em 1986, License to Ill, o álbum que os lançou para o sucesso, e também para uma tour mundial, que teve alguns problemas com o público, devido à sua forma própria e provocatória de actuar.
Após mais alguns trabalhos de menor sucesso, a banda lançou Ill Communication, em 1994, que os fez regressar à ribalta, destacando-se o tema Sabotage. Com o álbum Hello Nasty, de 1998, venceram dois Grammy Awards e continuaram em grande actividade, lançando mais alguns trabalhos, misturando géneros musicais distintos e não esquecendo as suas raízes Punk Rock.
De referir que os Beastie Boys foram uma das primeiras bandas a disponibilizar o download de músicas em mp3 na sua página na Internet. Participaram em concertos de angariação de fundos para a causa tibetana e, mais recentemente, para as vítimas dos ataques terroristas de New York, e contestaram activamente a política internacional norte-americana. O último trabalho de originais chamou-se The 5 Boroughs e foi lançado em 2004, estando a banda ainda em actividade.
Já conheço os Beastie Boys há alguns anos, e tenho um álbum duplo, The Sounds of Science, uma antologia lançada em 1999, uma espécie de Best Of da banda. É bastante bom, porque abrange todas as fases da banda e todos os grandes temas, como Fight For Your Right, Body Movin’ ou Sabotage.

Página Oficial: Beastie Boys
Excerto de:
Fight For Your Right

05 abril 2006

BEACH BOYS – Pop Rock da California

Os Beach Boys são uma banda de Pop Rock, fundada em 1961, na California, pelos irmãos Brian, Carl e Dennis Wilson, o seu primo Mike Love e o amigo Alan Jardine.
O seu primeiro álbum foi Surfin’ Safari, lançado em 1962, iniciando um período bastante criativo com inúmeros álbuns produzidos nas décadas de 60 e 70. Os temas das músicas eram quase todos relacionados com a praia e os seus passatempos (surf e raparigas!), criando um espírito de liberdade e juventude junto dos seus fãs. Deram-se bem com isso, já que lançaram inúmeros hits de sucesso como: Surfin’ Safari, Surfin’ USA, California Girls, Surfer Girl, Good Vibrations, I Get Around, Help me Rhonda, Catch a Wave, Little Douce Coup, etc. O seu sucesso foi estrondoso e rivalizavam apenas com os Beatles de Inglaterra.
Mas nem tudo correu bem aos Beach Boys. Brian Wilson era o principal compositor da banda, responsável pelos maiores sucessos musicais, mas sofria de depressões e esquizofrenia, tendo começado a abusar de álcool e drogas, o que levou, gradualmente, a diminuir a sua influência na banda e a falhar vários espectáculos. O seu irmão Dennis envolveu-se também em abusos de álcool e drogas que levaram, em 1983, à sua morte, por afogamento. Foi Carl que assumiu então a liderança e, apesar de algumas alterações na constituição da banda, conseguiu manter o sucesso nos álbuns seguintes, e a participação em bandas sonoras de alguns filmes, como Cocktail, com o tema Kokomo. Mas em 1998, Carl Wilson morreu de cancro do pulmão e temeu-se o fim dos Beach Boys. Dos elementos fundadores da banda, apenas se manteve o vocalista Mike Love que, juntamente com Bruce Johnston, membro há vários anos, reformulou a sua constituição, mantendo-se em actividade até à actualidade, apenas em concertos, e sem novos trabalhos.
Os Beach Boys são um clássico indispensável da música Pop Rock e as suas músicas mantêm-se actuais nos dias de hoje. Adoro ouvir e cantar os meus temas preferidos, como Surfin’ USA, Fun, Fun, Fun ou I Get Around. Tenho o álbum All Summer Long e o DVD Good Timin’ – Live at Knebworth, England, 1980. Espectáculo!

Página Oficial: Beach Boys
Excerto de:
Surfin' USA

04 abril 2006

B. B. KING – O Rei do Blues & Rock


B. B. King nasceu em 1925 no Mississippi e o seu nome de nascimento é Riley B. King, sendo que B. B. representam as iniciais de Blues Boy, nome artístico que adoptou. Durante a infância trabalhou nas culturas de algodão e aprendeu a tocar guitarra na década de 40, com o seu primo Bukka White, guitarrista de Country Blues.
B. B. King tem o hábito de designar as suas guitarras como Lucille, facto que se deve a um acontecimento ocorrido durante um concerto em 1949, onde dois homens se envolveram numa batalha por causa de uma mulher chamada Lucille, dando origem a um incêndio que provocou dois mortos.
Após diversos concertos, começou a tocar ao vivo numa estação de rádio em Memphis, dando-lhe maior visibilidade e permitindo-lhe assinar contrato com uma editora. A partir dos anos 50, B. B. King lançou inúmeros hits como: You Know I Love You, Please Love Me, Whole Lotta' Love, You Upset Me Baby, Ten Long Years, Bad Luck, Please Accept My Love ou The Thrill Is Gone, que lhe deram notoriedade e reconhecimento como uma das principais figuras do Rock & Blues, surgindo, entre 1951 e 1985, nos tops de música por 74 vezes!
Nos finais da década de 80 trabalhou com os U2 e, mais recentemente, com Eric Clapton, mantendo-se ainda em actividade com alguns concertos ocasionais.
De B. B. King tenho apenas um Best Of, com vários singles, dos quais destaco You Upset Me Baby, The Woman I Love e Sweet Little Angel, que adoro ouvir quando me apetece curtir uma boa guitarrada de Blues.

Página Oficial: B. B. King
Excerto de:
You Upset Me Baby

03 abril 2006

AIMEE MANN – Rock Comercial


Aimee Mann nasceu em 1960 em Virginia e frequentou um colégio de música em Boston, tendo mais tarde participado nas bandas Young Snakes e ‘Til Tuesday, onde ganhou, em 1985, o prémio MTV Video Music Award for Best New Artist com o vídeo Voices Carrie.
A sua carreira a solo iniciou-se em 1993 com Whatever, que, embora tenha sido bem aceite pela crítica, não teve grande sucesso comercial. Foi apenas em 1999, com a composição da banda sonora do filme Magnolia, que Aimee Mann alcançou o reconhecimento internacional, com a nomeação para os Oscares de Hollywood. A compositora teve ainda algumas aparições em filmes e séries, lançou mais alguns trabalhos e em 2004 publicou o DVD Live at St. Ann’s Warehouse. Actualmente, mantém-se ainda em actividade, promovendo o seu último álbum, The Forgotten Arm, de 2005.
Foi a minha namorada que me falou de Aimee Mann pela primeira vez em 2005, e ao ouvir as primeiras músicas adorei a voz e a instrumentação, que são extremamente relaxantes e penetrantes. Apenas tenho dois álbuns de Aimee Mann, que são, a banda sonora de Magnolia e Lost in Space. Algumas das minhas músicas preferidas são: Wise Up, Humpty Dumpty e Momentum. Quem já viu o filme Magnolia, deverá certamente recordar-se de alguns temas magníficos, ou então aquele anúncio um pouco chocante na televisão, acerca da prevenção rodoviária, onde se ouviam relatos de sinistrados e cuja música era Wise Up.

Página Oficial: Aimee Mann
Excerto de:
Wise Up

02 abril 2006

AGNOSTIC FRONT – Hard Core de New York


Os Agnostic Front são uma banda de Hard Core de New York formada em 1982 por Roger Miret e Vinnie Stigma, no período de implantação do fenómeno Punk Rock nos EUA. O seu primeiro álbum foi lançado em 1983 e intitulou-se United Blood, tendo sido seguido de Victim in Pain, no ano seguinte, considerado por muitos como o melhor trabalho da banda. Seguiram-se anos de bastante actividade, com concertos e mais alguns álbuns lançados, mas após algumas alterações na formação da banda e outros problemas que levaram à prisão do vocalista, a banda decidiu terminar em 1993, com um concerto gravado na conhecida sala de espectáculos CBGB, sendo lançado com o título Last Warning.
Em 1997, os membros fundadores juntaram-se novamente e voltaram à actividade, reformulando uma vez mais a constituição da banda, e lançando Something’s Gotta Give, que foi muito bem aceite pela crítica e pelos fãs. Os Agnostic Front entraram assim numa nova fase, mantendo-se ainda bastante activos com vários concertos e mais álbuns produzidos. Em 2005 foi lançado Another Voice, e já em 2006 vai sair o esperado DVD Live at CBGB’s.
Quanto a mim, já conheço os Agnostic Front há alguns anos e tenho os seguintes álbuns: United Blood, Last Warning, Something’s Gotta Give (o meu favorito) e Riot! Riot! Upstart. Gosto de quase todas as músicas, mas vou destacar os temas Crucified, Do or Die e Sit and Watch, como alguns dos meus preferidos. Felizmente, já tive oportunidade de os ver ao vivo por duas vezes (em 1999 e 2005, ambas as vezes no Paradise Garage, em Lisboa) e adorei! Ritmos enérgicos, agressivos e contagiantes que metem o pessoal todo a mexer!

Página Oficial: Agnostic Front
Excerto de:
Crucified

01 abril 2006

INTRODUÇÃO

Música... A música é hoje em dia um dos hobbies mais populares da nossa sociedade, usada em múltiplas ocasiões. Há quem ouça música simplesmente para relaxar, passear ou durante a prática de exercício físico, para acordar de manhã, para trabalhar ou até para descarregar energia. Eu não fujo à regra e gosto imenso de música, de todos os géneros, desde o rock n' roll à música clássica, blues e punk rock, trance, pop e hard core. Tudo depende do ambiente, do estado de espírito e da forma de sentir a música. Eu próprio participei numa banda com alguns amigos (os fabulosos SARNA!) e posso afirmar que, estar em palco e partilhar sentimentos, quer com quem toca, quer com quem assiste ao concerto, é uma sensação única e fantástica.
Não pretendo com este blog fazer um estudo exaustivo acerca da música, mas simplesmente apresentar e partilhar convosco algumas das bandas, artistas e músicas que pessoalmente gosto, que fazem parte da minha colecção e principalmente, da minha vida, acompanhando-me no meu crescimento, nos bons e maus momentos. Em cada post, faço uma breve apresentação e historial da banda ou artista, referindo as minhas músicas favoritas e a discografia que tenho, indico a página oficial ou de informação para quem queira saber algo mais e, por fim, disponibilizo o excerto de uma música, para que ouçam e conheçam um pouco da seu trabalho. Espero que gostem!